Dados atuais
●Recorde de afastamentos:

O país registrou mais de 546 mil afastamentos pelo INSS devido a transtornos mentais, o que representa um salto considerável e o segundo ano consecutivo de marcas históricas na década.
●Prevalência: O país lidera o ranking global de transtornos de ansiedade e registra os maiores índices de depressão da América Latina.
●Gênero: Mulheres recebem mais diagnósticos de ansiedade e depressão e lideram estatísticas de afastamentos curtos, enquanto os homens concentram a maior parte dos casos de suicídio.
●Fatores de Risco: A precarização das relações de trabalho (como a “pejotização”), o estresse financeiro e o endividamento familiar intensificam o quadro de adoecimento coletivo. A regulamentação da Norma Regulamentadora NR-1 passa a exigir das empresas a avaliação de riscos psicossociais.
●Novos Desafios: O crescimento do vício em apostas online (como as bets) gerou um aumento expressivo na procura por atendimento psiquiátrico e psicológico no Sistema Único de Saúde (SUS).
ONDE BUSCAR AJUDA
●CAPS (Centros de Atenção Psicossocial): Oferecem atendimento gratuito pelo SUS para transtornos mentais graves e persistentes.
●UBS (Unidades Básicas de Saúde): Porta de entrada para acompanhamento psicológico e psiquiátrico na rede pública.
●CVV (Centro de Valorização da Vida): Apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188 ou via chat no site oficial do CVV, disponível 24 horas.


O Impacto na Sociedade
●Cenário global: Pesquisas de órgãos internacionais colocam o Brasil entre os países com os maiores índices de ansiedade e estresse do mundo.
●Jovens e adolescentes: Estudos mostram que cerca de 30% dos adolescentes brasileiros apresentam sintomas de transtornos mentais comuns, com o surgimento de sinais cada vez mais cedo na adolescência.
O Brasil vive uma crise de saúde mental com impacto direto na vida de trabalhadores e de empresas. É o que revelam dados exclusivos do Ministério da Previdência Social sobre afastamentos do trabalho. Em 2024, foram quase meio milhão de afastamentos, o maior número em pelo menos dez anos.
A crise fez que o governo federal buscasse medidas mais duras. O Ministério do Trabalho anunciou a atualização da NR-1, que é a norma com as diretrizes sobre saúde no ambiente do trabalho. Agora, o tema passa a ser fiscalizado nas empresas e pode, inclusive, render multa.
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