Carlo Ancelotti e Convocação do Brasil

Ano de Copa do Mundo e o mundo, já não tão grande, se apequena diante das crises econômicas e sociais. O Irã não vai participar da Copa do Mundo de Futebol, que será realizada em três países simultaneamente, a saber Canadá, Estados Unidos e México.
Trazer países que estão espalhados pelo Mundo e não são reconhecidos pelas grandes ligas de futebol e pelos países sedes, carrega a responsabilidade de aproximar esses atletas, seus países e suas culturas por um objetivo maior que é estabelecer a União e o Congraçamento de todos pela Valorização do Esporte, o Futebol.
Quando se deseja o Congraçamento, curiosamente países como o Irã, não querem participar do evento por seu país e povo estar em guerra declarada aos Estados Unidos.
Bom seria que não houvesse a guerra, por razão nenhuma.
Dizem por aí, aos quatro ventos que o melhor da festa não é a festa, ao contrário é esperar pela festa, decorar a casa, pintar o asfalto da rua sem saída, riscar os muros a cada vitória.
É fazer uma redação e entregar na sala de aula contando detalhes dos jogos, dos jogadores e dos tantos ídolos.
A família reunida diante da televisão e quando o juiz apitar o inicio da partida, a vibração, a torcida e o desejo de vitória, batam mais alto no peito, e os torcedores possam contar mais esse capítulo na história tão vitoriosa, Seleção Brasileira, verde e amarelo.
São muitas as opiniões de quem deve ou não ir para a Copa, alguns desejam uma equipe mais brasileira, mais competitiva, atletas que competem, dentro dos gramados brasileiros e são filhos da terra.


Outros defendem que os nossos brasileiros que jogam no exterior são mais preparados e conhecem bem as “feras” estrangeiras.
O fato é que o técnico Carlo Ancelotti, está cada vez mais brasileiro, não sei se isso é bom, ou não, mas ele passa muita segurança em suas afirmações e nunca fica em cima do muro.
A famosa pergunta -O Neymar vai ser convocado para a Copa?
O caso é – Não depende mais do treinador, nem de sua comissão técnica, nem mesmo da enorme vontade e torcida dos torcedores.
Agora tudo depende do maior interessado, ou seja depende do próprio Neymar e de sua condição física.
O que surpreende é que existe sim uma ansiedade enorme, nos clubes, nos times e nos jogadores, uma aposta mais pesada, um investimento de altas cifras na compra de atletas, de dois ou mais jogadores para cada posição em campo.

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Para alguns esse investimento mais encorpado se dá pela quantidade de Torneios, Campeonatos e Disputas de Títulos que necessitam de titulares e reservas bem qualificados.
Outros enxergam esse momento como uma virada de chave, onde não cabe mais o paternalismo, mas a administração burocrática, que investe em tecnologia, nos processos sendo respeitados, avaliados e documentados para um crescimento maduro e não um achado que dependa de sorte ou de iminente fracasso.
O esporte Futebol precisa ser visto com bons olhos, como uma grande empresa, como um investimento seguro, e que bem gerido, pode oferecer o melhor ao seu plantel e ao seu sócio torcedor que não mede esforços para acompanhar os seus ídolos em qualquer lugar, e a qualquer tempo, sem temer chuva, ou sol.
O sociólogo Norbert Elias via nas competições uma forma civilizada de canalizar paixões, já Eduardo Galeano escreveu em Futebol ao Sol e à Sombra que o futebol é a única religião que não tem ateus. E talvez seja isso: o campo como metáfora da existência.
O que não pode ser esquecido são os sonhos.
Os sonhos que mudam de posição em campo
Quando somos crianças, o sonho é simples: fazer o gol. Ser o herói. Erguer a taça. Como em 1958, quando um menino chamado Pelé mostrou ao mundo que a juventude pode ser eterna quando encontra talento e oportunidade.
Aos 17 anos, ele não apenas venceu — ele inaugurou possibilidades.
Na juventude, queremos velocidade. Queremos ser como Garrincha: driblar o destino, rir das dificuldades, transformar limitação em arte.
Na maturidade, entendemos o valor da estratégia. Aprendemos com Sócrates que futebol também é pensamento, é ética!
Ele nos ensinou que jogar bonito é também jogar consciente.

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A vida é assim: começamos atacantes, viramos meio-campistas da própria história, e terminamos técnicos da nossa memória.
Sonhos como os de conquista, que se realizam cedo, o primeiro gol.
Sonhos de atletas que assistem a Coletiva de Imprensa, direto da CBF, rezando por seus nomes.
Sonhos que demoram, como o título esperado por décadas.
Há sonhos que mudam de forma, deixam de ser troféu e passam a ser legado.
Sonhos como o friozinho na barriga, quando toca o Hino Nacional.
No momento o líder do Campeonato é o São Paulo, cujo técnico é de Roger Machado, isso mesmo Roger Machado.
Sim a dança das cadeiras, veio para ficar, temerário é o fato que pouco importa se o time está entrosado ou não, se tem dinheiro ou não para as indenizações à peso de ouro, pagas em dinheiro ou espécie.
O futebol está numa fase complicada, e transformadora, basicamente resultadista.
E a boa educação e gratidão e respeito estão em outros planos, escondido talvez embaixo da cama.

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