Aqui estou eu, pensando nos maiores artilheiros brasileiros da história , no Roberto Dinamite (Carlos Roberto de Oliveira), Edmundo (Edmundo Alves de Souza Oliveira), Fred (Frederico Chaves Guedes), Zico (Arthur Antunes Coimbra), Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino), Gabigol (Gabriel Barbosa), Luis Fabiano (Luis Fabiano Clemente), Renato Gaucho (Renato Portaluppi) que magistralmente marcaram gols inesquecíveis e decidiram grandes jogos.
Evidente que em cada época tivemos verdadeiros heróis que são lembrados em seus times e venerados por seus torcedores mais fanáticos.
Acredito que nós torcedores guardamos os lances com exatidão, movidos pela paixão e alívio nos momentos das decisões de campeonato, naquele jogo raiz e importante contra o arqui rival, naquele mata mata decisivo e quase improvável.

Alguns podem até pensar a bola era mais pesada, a camiseta não era tecnológica, a grama era diferente, os estádios eram menores, não havia o VAR, não haviam tantas câmeras e o juiz com ajuda dos auxiliares tinham a missão de decidir de bate pronto, lances duvidosos e muito discutidos.
Contam que Romário, o grande baixinho, entrou num elevador e os alguns comentaristas esportivos da época, o seguiram elogiando a destreza e velocidade, ele sem pensar muito, disse em alto e bom som, “Até pode ser, mas não fiz o Gol”. E cá entre nós ele, está absolutamente certo.
O gol é o grande momento. É mais que a cereja do bolo, é o bolo inteiro. O alvo, o objetivo, a paixão do torcedor que grita no estádio e sempre deseja muito mais que dois gols.
Estranho muito, que hoje os times se enfrentam sem as famosas goleadas, sem a sensação de “amasso” no adversário. Sem os tantos gols possíveis na imaginação da torcida. Que sai de casa, pronta para o grito de Gol!!!
Gol de cabeça, de escanteio, de trivela, de barriga, de calcanhar, de bola parada, de pênalti, de canela, contra, de voleio, sem goleiro, inúmeros jeitos e maneiras, que só precisam entrar e ultrapassar as linhas e morrer na garganta do público apaixonado que acompanha as partidas.
São caminhos de fogo, são festivais pirotécnicos na saída do ônibus para o aeroporto, literalmente a torcida carrega os jogadores e quase sempre as comissões técnicas.
Alguns até corajosos se reúnem para seguir seu time, até para fora do país, tamanha paixão.
Mas por que não temos mais tantos gols? Será que só a tentativa e erro vale? Claro que não!
Afinal existem pontos a serem conquistados e o saldo de gols difere o trigo do joio.


Contratar estrelas que habitam a estratosfera, deve ser bem bacana, mas causa uma disparidade enorme entre os clubes e abre chance para verdadeiros vexames que não se explicam fácil.
Como pode um time que rasga dinheiro, perder para o último da tabela? Por que o time do interior joga com mais brio? Tantas perguntas com respostas difíceis!
Mais fácil culpar a arbitragem, as tantas linhas geométricas do campo, a bola que corre mais que noticia ruim, a chuteira que rasga bem na hora do lance, a grama molhada, a grama que não pode ser molhada. Ou quem sabe o tal controle de carga!
Não se pode colocar jogadores de qualidade em campo, podem saturar. Sério?
E como fica na hora de pagar o salário tão salgado?
Desculpem se desabafo, apenas não entendo, afinal sou das antigas maneiras de torcer por futebol e onde o gol bonito ou feio, trabalhado ou apenas chutado com muita garra e vontade, fazia valer o preço do ingresso, atravessar a cidade, enfrentar chuva, frio e sol sem pensar no amanhã.
O maior artilheiro, os tantos gols apaixonados fazem falta nos dias de hoje.


Mas aqui vai minha admiração por Hulk (Givanildo Vieira de Sousa) não o personagem dos quadrinhos, mas o artilheiro do Clube Atlético Mineiro. Parabéns!
Também semana de discussões sobre FairPlay Financeiro, considero um assunto importante, mas a sua execução exige imparcialidade e bom senso.
Temos no Brasil clubes que sobrevivem e respiram por regras estabelecidas e que não tem espaço nas grandes reuniões. Não possuem voz nem vez.
Delicada a situação dos clubes nos grandes centros, que dependem de renda de seus estádios, do aluguel do espaço para shows e eventos da transmissão das partidas nos canais de TV aberta. E muito mais complicada por todo o Brasil, e por todo o interior.
A semana promete mais decisões e eu aqui torço por mais gols e torcidas lotando os estádios, vibrantes e apaixonadas como somente nós sabemos ser!
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