Tag: Poema

Roberta de Moraes: Mulher Maravilha

“Marias, meninas, Clarices, tão mulheres”... castanhas, orientais, loiras, lindamente negras... todas as cores, todas as raças, pulsares de amores infinitos. Mães biológicas, amigas do colo que afagam, da bronca que enfrentam, da espada que empunham. Punho em flor! A mulher, por existência, é líder em seus círculos. É ela que enxerga quando olha, renasce a […]

Roberta de Moraes:  Eu sou o vento

“Eu sou o vento” foi escrita para espalhar em linhas um momento que percebi. Tal como os ciclos da vida, a sutileza das mudanças, o despertar da consciência, o sentir do peito pulsando está o sangue correndo nas veias como às águas caudalosas dos rios. Num instante o vento reposiciona, muda o clima, transfere o […]

Roberta de Moraes: Branquinha

Ela sorria para si e os cabelos voavam com a brisa leve do fim de tarde. Na pele dourada, delicadas pintas surgiam. A festa das sardas e dos novos tempos. Pisava descalça firme terreno que desconhecia. Segura, rodopiava o vestido branco, mãos em conchinhas na boca a tampar-lhe o sorriso. Ela cintilava. Repleta de si […]

Roberta de Moraes: A entrega

Num frame capturo a vida que há naquele sorriso. Ilumino-me, recorro às sutilezas dele, que se esparrama em mim tal como o acorde primeiro da orquestra a inundar a plateia. Nossas linhas convergem. Conversa de abraços desejados, há tanto esperados no silêncio de nós dois. Seus cabelos dançam em frenesi. Apropriam-se da brisa suave que […]

Roberta de Moraes: Alma Lavada

E se a chuva em teu corpo caísse e a alma lavasse? E na fresta do tempo que te consome em cabelos brancos, tu te lembrasse... Teus pelos, veias que te pulsam nas mãos firmes, tantas teias que tecemos. Tua boca a espera da minha... Tua rainha! Eu habito em teus poros. Tu, caminhas pelas […]

Roberta de Moraes: Entardecer a dois

Imagine andar de mãos dadas, caminhar por becos ou largas estradas, mas, juntos. A tal da dor e da alegria compartilhadas na melhor versão de nós dois. Entregues! A sensação de imortalidade não me cabe mais. A vida é breve, meu amor: te trago boas novas. Meu riso é solto, meu choro é pouco. Minha […]

Roberta de Moraes: Cálice

Minha vontade transpassa teus olhos. Lentamente misturo nossos braços. Toco teus medos, aconchego tua boca que sorve o vermelho líquido do cálice. Obverso que uma gota repousa em teus lábios. E ali permanece. Dedilho suave e precisamente a tua morada. Grandioso Porto. Tuas portas se abrem... Sem esforços. Entro! Eu reconheço teus desenhos: cada traço, […]

Roberta de Moraes: Imponderável

De repente a vida me toma em seus braços, Ganha meu riso, Vira-me às avessas, Encanta e desperta feito vento bom com cheiro de tempestade. Muda meu norte, O rumo, A sorte, a passos largos... Revira as águas do rio Decora o entorno com cores, Amores, Odores... E me espreita ali, escondida...doce....em gargalhadas magistrais. Ah, […]

Roberta de Moraes: Todas em uma

O que pode ser mais natural do que aquilo que te move? O despertar, o coração acelerado, a pele que conversa... alquimia. O pulo do gato, a dança dos olhos descompassados. Natural é estar exatamente em si, caber-se, ser na medida daquilo que se quer. E que te basta. Fênix, mulher, inteira! Águia de olhos […]

Roberta de Moraes: Eco

Quantas vozes hei de ouvir No lugar da que me calas? Para o lugar do amante, que como sinfonia, dedilha o corpo nu de sua amada, só caberão poesias tuas. Notas simples ou arrojadas, mas tuas. E a vida, que de espanto te permite deixar o chão que demarcastes, sorri para mim, através do espelho, […]