Juro alto persistente segura aumento potencial de vendas

Créditos: Auto+ TV

Vendas, produção e exportações mostraram bons números no primeiro bimestre, segundo o balanço apresentado pela Anfavea. Mercado interno com 356,2 mil unidades (automóveis e veículos comerciais) atingiu o maior patamar desde 2020. Produção somou 392,9 mil unidades, alta de 14,8% sobre 2024. Exportações alcançaram 76,7 mil unidades, aumento de 55% pela extraordinária recuperação da Argentina.

Contudo, as importações deram um grande salto: 26% contra 9% de crescimento do mercado interno. A participação nas vendas internas de 21% foi a maior desde 2012. Em 2021 chegaram do exterior, no primeiro bimestre, 30.000 unidades e em 2025, 75.000 (mais 150%).

O País perdeu relevância em mercados latino-americanos. Em 2013, China, 5% e Brasil, 22%; em 2024, 28% e 14%, respectivamente. “Estamos entregando empregos para fora do País”, afirma Márcio Leite, presidente da Anfavea.

Marcas chinesas produzirão aqui, mas no futuro com que vigor exportarão aos nossos vizinhos? Só o tempo dará a resposta.

A associação dos fabricantes mantém previsão de crescimento de 6,3% este ano (Fenabrave estima 5%) para 2,8 milhões de unidades. Anfavea desconsiderou atingir otimistas três milhões em 2025, pois juros continuam a subir, afetando demanda atual e futura. Em janeiro passado, estavam em 29,5% ao ano para o crédito de veículos, recorde histórico desde 2011. O Marco de Garantias ainda não ajuda porque só contratos recentes incluem cláusula de retomada do veículo, em caso de inadimplência.

Em 2012, venderam-se 3,8 milhões de unidades graças aos artificialismos da época. Se o mercado brasileiro crescer 4% de 2026 em diante, só igualaria 2012 daqui a sete anos, em 2032. Vinte anos depois.

No último dia 14, Igor Calvet assumiu o cargo de presidente executivo da Anfavea em uma transição até se encerrar o mandato de Márcio Leite (Stellantis), em abril. Calvet é um nome experiente e independente dos fabricantes, já atuava na associação desde 2023 e antes no Governo Federal. Dessa forma, a entidade fundada em 15 de maio de 1956 descarta agora o sistema de rodízio entre executivos ligados às cinco fábricas pioneiras: Fiat, Ford, GM, Mercedes-Benz e VW. Isso gerava rusgas internas.

Anfavea congrega atualmente 26 associadas que representam 34 marcas.

 

Fenabrave comemora 60 anos de fundação

Créditos: Transporte Moderno

Concessionárias de veículos já foram conhecidas como revendedoras, autorizadas ou simplesmente agências, o que não expressava exatamente a sua função. Além de representarem uma marca e sua comercialização organizada, prestam assistência técnica, honram a garantia em nome dos fabricantes e disponibilizam peças originais.

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Em 1920, surgiram os primeiros revendedores autorizados de marcas importadas. Novos contratos de concessão, em 1950 e, 11 anos depois, a Associação dos Concessionários de Veículos de SP, embrião da Abrave (Associação Brasileira de Revendedores Autorizados de Veículos), fundada em 18 de março de 1965. Só em 1972, formaram-se as primeiras associações de marcas e, em 1977, o Congresso Nacional aprovou a Lei do Setor Automotivo, todavia realmente sacramentada em 1979. Porém, só uma década depois, consagrou-se Fenabrave.

Arcélio Alceu dos Santos Júnior é o atual presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, que reúne 57 associações de marca de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, motocicletas e máquinas agrícolas. No evento comemorativo, em São Paulo (SP), lembrou que são mais de 7.800 concessionárias e 315.000 empregos diretos. Como estão na ponta final de uma longa cadeia econômica, movimentam 5,65% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

O dirigente lembrou ainda que a Fenabrave lidera, desde o início deste ano, o grupo de coalizão do Programa de Renovação da Frota ligado à segurança no trânsito. “Isso demonstra nosso envolvimento e anseio pela modernização do parque circulante nacional”, enfatizou. E concluiu: “A conexão entre o passado e o presente é que torna possível o nosso futuro.”

 

Proteção também no banco traseiro ganha ênfase

Créditos: IIHS

IIHS (Instituto de Seguradoras para Segurança Rodoviária, na sigla em inglês), fundada nos EUA por três seguradoras em 1959 e hoje de atuação independente, decidiu apertar as exigências em suas premiações anuais para automóveis, SUVs e picapes. Apenas 48 modelos, até agora, estão pré-qualificados para a premiação de 2025 contra 71 na mesma época, ano passado.

Preocupação histórica sempre foi com motorista e passageiro dianteiro. A partir de agora, a segurança deve aumentar também para quem viaja no banco traseiro. Para se destacar no teste original, fortaleceram-se as estruturas dos veículos, melhoraram os airbags e desenvolveram-se cintos de segurança avançados, capazes de absorver as forças do impacto. Mas muitos desses avanços foram aplicados apenas nos bancos dianteiros.

Inclui-se agora um manequim adicional representando uma mulher de menor estatura ou uma criança de 12 anos atrás do motorista. Novas métricas concentram-se nos ferimentos mais frequentes em ocupantes do banco traseiro. Independentemente do desempenho no teste atualizado, a segunda fileira continua sendo a posição mais segura para crianças menores de 13 anos.

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Nenhum minicarro, sedã, minivan ou picape pequena estão entre os possíveis vencedores. Por suas grandes dimensões, apenas duas picapes de maior porte, Rivian R1T e Toyota Tundra, se qualificam ao prêmio, além de quase todos os SUVs.

 

Mais potência e novo visual no Song Plus Premium

Créditos: BYD

O híbrido plugável da BYD ganhou presença com as modificações estéticas da linha 2025. Destaque para a dianteira, em especial desenho dos faróis e entradas de ar. Rodas de liga leve bonitas, de 19 pol. Na traseira a placa subiu do para-choque (onde não deveria estar) para a tampa do porta-malas e as novas lanternas interligadas integram-se com harmonia ao estilo do carro.

Dimensionalmente é um típico SUV médio de cinco lugares, no entanto mais encorpado: 4.775 mm de comprimento, 2.765 mm de entre-eixos (apenas 29 mm a menos que o Jeep Commander, por exemplo, de sete lugares), 1.890 mm de largura, 1.670 mm de altura, porta-malas 574 litros (164 litros a mais que o Compass).

Um bom avanço está na estreia da tração integral e do conjunto de três motores: o principal, 1,5 L a gasolina, entrega modestos 129 cv e 22,4 kgf·m, mais os dois elétricos (dianteiro, 204 cv/30,6 kgf·m e traseiro, 163 cv/30,6 kgf·m). No total são 325 cv (torque combinado tecnicamente não pode ser medido).

Resultado final é positivo com aceleração de 0 a 100 km/h em 5,2 s, um resultado muito bom para uma massa total de 2.020 kg. Mas se a bateria de 18,3 kW·h descarregar, o que não aconteceu durante a avaliação, o desempenho com certeza cai bastante. Tempo de recarga de 1h40m, de 20% a 80%, mas somente em AC (não aceita carga rápida em DC). Para mitigar a possível situação, há o recurso de economia para a bateria que pode e deve ser acionado.

O interior é bem-acabado, bancos com a firmeza necessária e destaque para grande tela giratória de 15,6 pol. (na realidade não gira, se o motorista escolhe usar a navegação por Waze ou Google Maps). Um ponto desagradável é o acesso às entradas USB-C, escondidas no console, que exigem contorcionismo. Em viagens um pouco mais longas, recarga por indução é insuficiente para manter o celular operante.

Preço: R$ 299.800.

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