
Eclipse
Amanhecer por dentro Enaltecer a essência Desnudar-se do óbvio Ultrapassar as margens Sobreviver às correntezas Renascer nas tempestades Ignorar as superfícies Romper com as limitações

Amanhecer por dentro Enaltecer a essência Desnudar-se do óbvio Ultrapassar as margens Sobreviver às correntezas Renascer nas tempestades Ignorar as superfícies Romper com as limitações

Escrever é coisa que esparrama do peito para as linhas do papel… É coisa que os olhos capturam coisa que a gente lê nas entrelinhas,

E de tudo, resta o que ficou E no que ficou tanta importância. Garimpei meus valores diamantes, Pedras preciosas de minha alma intranqüila… Inquieta, faminta

Há alguma sensação que se redobra Algum, porém igual, nada comum No peito a verdade majestosa Na vida, união e intuição Eu sou a tua

Sem notar se viram pulsando sonhos bons Esperança de vida que não aflorava há tempos. Olhavam-se nos olhos e sentiam o mesmo gosto, O brilho

Imperfeições em solo fecundo. Fios de água vermelha a circular, fluidos. Nos meus terrenos irregulares, saliências do tempo. Pequenas erosões mapeiam as laterais das coxas

“Marias, meninas, Clarices, tão mulheres”… castanhas, orientais, loiras, lindamente negras… todas as cores, todas as raças, pulsares de amores infinitos. Mães biológicas, amigas do colo

“Eu sou o vento” foi escrita para espalhar em linhas um momento que percebi. Tal como os ciclos da vida, a sutileza das mudanças, o

Um dia, quando a tempestade cessar a fúria dos sem-lei e a nova era trouxer uma nova gente faremos um mundo novo. Longe das cicatrizes

Meu olhar se concentra no concreto das ruas. Construções balzaquianas enrugadas e enfeitadas pelo tempo. Elas carregam em si o dialeto de todas as raças.
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