Sabe aquela história de que os livros nos levam para outros lugares?
Na verdade, eu e minha mente geminiana sempre fizemos isso sozinhas.
Vivo criando outras realidades, imaginando outras versões da minha vida — muito como a Nora, de A Biblioteca da Meia-Noite, que, entre um suspiro e outro, experimenta caminhos diferentes a partir das escolhas que poderia ter feito. No meu caso, não é sobre arrependimento. É mais sobre exercício de imaginação… e, confesso, às vezes uma pequena fuga.
Não que eu esteja infeliz, pelo contrário. Estou em um momento muito feliz. Mas imaginar também é uma forma de expandir o que é possível.
“Mas Lau, o que isso tem a ver com uma coluna de viagens?” Tudo.
Antes de qualquer destino, toda viagem começa na imaginação. Ela é o primeiro embarque. E é ela que, muitas vezes, nos faz querer transformar a realidade, dentro do que é possível, claro. Afinal, quem escreve aqui reconhece seus privilégios. Ainda assim, se esse texto chegou até você, talvez a gente possa dividir esse mesmo ponto de partida: o desejo de viver mais e melhor.
E, em tempos de redes sociais, tudo (ou quase tudo) vira conteúdo. No meu caso, um artigo… e provavelmente um Reels depois, rs.
Em um desses devaneios, me imaginei sem precisar trabalhar. Com dinheiro suficiente para pagar os boletos e ainda realizar alguns desejos. E comecei a preencher meus dias com tudo aquilo que faria nesse cenário hipotético.
E não, eu não vou romantizar: eu provavelmente não trabalharia.
Mas foi curioso perceber que, mesmo nessa vida imaginária, muitas das coisas que eu incluí não dependiam, necessariamente, de dinheiro infinito, e mais de tempo, organização e prioridade.
Coisas simples, mas que a gente adia: assistir a uma aula diferente, começar um curso novo, explorar programações gratuitas pela cidade, passar mais tempo em espaços culturais, ler um livro sábado de manhã no parque, aceitar convites que não envolvem consumo, mas experiência.
Talvez esse exercício tenha vindo de um cansaço real. Físico e emocional. Mas também trouxe uma provocação importante: o que, da minha “vida ideal”, já cabe na minha vida de agora?
E é aqui que chegamos ao ponto central desta coluna: experiências.
Já comentei por aqui que estou vivendo no modo econômico, trabalhando mais para viabilizar mais uma viagem internacional este ano. Mas isso não significa pausar a vida, nem as experiências. Muito pelo contrário.

São Paulo, e os meus queridos hotéis, seguem cheios de possibilidades para quem quer (ou precisa) economizar sem abrir mão de viver bem. E mais do que isso: a cidade oferece uma infinidade de experiências gratuitas ou acessíveis: de unidades do Sesc com programações culturais, aulas e atividades, a cursos livres, exposições, eventos e espaços que convidam a gente a explorar novos interesses.
Então, por que não explorar esse lado?
Vamos, por um momento, pausar o modo luxo e ativar o modo experiências econômicas, mas ainda assim marcantes, seja culturalmente, seja gastronomicamente.
Pode até parecer “mais do mesmo”. Mas aqui no Check-in da Lau, é sobre perspectiva. Sobre encontrar novas formas de viver a cidade, inclusive aquelas que cabem no bolso e expandem repertório.
A partir das próximas semanas, quero compartilhar roteiros e ideias para viver São Paulo no modo econômico: incluindo experiências como aulas, cursos gratuitos e programações culturais que muitas vezes passam despercebidas.
Ainda não prometo uma periodicidade fixa (a vida real segue acontecendo), mas esse primeiro roteiro já está em construção.
Agora me conta: você também entra no modo econômico para realizar um sonho? Me conta! Então um beijo e até o próximo Check-in da Lau.
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