Sob a Nuvem Cinza: Como o Mau Humor Crônico Transforma o Cotidiano

Sob a Nuvem Cinza: Como o Mau Humor Crônico Transforma o Cotidiano
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Eu conheço muita gente que, apesar de a música tocar e todos dançarem, escolhe ficar emburrada: “Não vejo a hora de essa festa acabar!”.
Conheço também quem, mesmo tendo saúde, um trabalho bem remunerado e uma infinidade de oportunidades, prefere se comparar com quem tem mais, com quem sabe mais ou com quem pode mais: “Por que ele e não eu?”

Você conhece gente assim?

Eu sei que você conhece.

O mau humor crônico é real e transforma o cotidiano. O mau humor é um mal sutil e traiçoeiro, o mau humor brota em um coração que parece impermeável, incapaz de ser tocado pela dança e alheio ao vocabulário da gratidão.

Pois bem, sob essa nuvem cinza, a vida se torna incerta e carregada das angústias de ontem, de hoje e até de amanhã, ainda que o amanhã não exista no aqui e agora.

Quem é que pode suportar tal fardo angustiadamente carregado de pavor e negatividade?

O mau humor é incapaz de viver o presente. Sob essa nuvem cinza, ele se torna uma doença quase incurável, especialmente quando o olhar do indivíduo se fixa na impotência, no fracasso e no azar. Assim, o mau humor se transforma no pior inimigo do ser humano.

Você conhece gente assim?

Isto posto, a gente começa a superá-lo quando a gente o chama pelo seu nome, a gente começa a superá-lo quando a gente não esconde que ele é real e existe.

Superamos o mau humor ao mudar o foco, vencemos o mau humor quando cultivamos relações saudáveis, superamos o mau humor evitando o uso excessivo de redes sociais e, em muitos casos, vencemos o mau humor quando buscamos ajuda profissional.

O autocuidado e o apoio de pessoas de confiança são essenciais para aprender a vencer o mau humor. Você tem amigos sérios? Você tem gente que te quer bem, e te ama verdadeiramente? Você conhece gente que te escuta e está cheia de empatia por ti?

Aliás, a tradição judaico-cristã diz que “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”.

Quem é capaz de suportar um espírito abatido e cheio de pessimismo?

Eu espero que o teu coração no dia de hoje se encha de gratidão pela vida, e o teu olhar transborde de fé e ternura nesta semana, e a tua alma cultive um jardim de flores regado pela esperança Divina a fim de que você prove a sublimidade da alegria que brota no coração como remédio para o teu mau humor.

Até a próxima!

Fábio
Collonges-au-Mont-d'Or

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Fábio Muniz

Fábio Muniz

Fábio Muniz, originalmente do Brasil. Ele tem viajado ao redor do mundo nestes últimos 20 anos e acumulado inúmeras experiências multiculturais. Graduado em Administração de Empresa pela Universidade São Judas Tadeu. Possui um Máster em Marketing pela Universidade de Barcelona. Atualmente vive em Lyon, França. Ele é apaixonado pelo estudo das culturas, história e antropologia. Além de ter trabalhado com Marketing e Recursos Humanos, ele também é formado em Acompanhamento Espiritual pela North Park Theological Seminary onde recentemente também iniciou o seu Mestrado em Divindade. Fábio é autor do livro Upside Down Evangelism: How Not to Manipulate People in a Post Modern, Post Christian, Spiritually Alive Globalized World. Ele é casado com Johnna que nasceu nos Estados Unidos. Eles têm duas filhas: Sophia, nascida na Flórida, e Julia, nascida em Yokohama. Atualmente ele e Johnna formam parte da equipe Serve Globally, uma ONG com sede em Chicago, que tem projetos sociais espalhados por quase todo o mundo. Fábio e Johnna trabalham como pontes culturais, utilizam as suas experiências internacionais e através de 6 (seis) idiomas desenvolvem programas de integração cultural e social, seminários e palestras com o objetivo de servir a comunidade francesa, aos estrangeiros, imigrantes e refugiados. E-mail: [email protected] Blog: http://blogs.covchurch.org/fjmeurope/ Projetos: https://www.meetup.com/International-Hangout-and-Language-Exchange/ https://www.meetup.com/Coffee-and-English-at-Starbucks-Gratte-Ciel/ Instagram: @repensando_2017
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1 comentário

  1. Armando Casella Padovan disse:
    E isso aí, querido Fabio! “O coração alegre aformoseia o rosto“. Vamos sorrir e cantar…

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